segunda-feira, 5 de agosto de 2019

aqui do outro lado #02: quando descubro que vale a pena sair no calor


três do oito de dois mil e dezenove. segundo hanabi (花火) que presencio e o segundo que cogitei em não ir. recife é quente, mas o verão japonês… com a sensação térmica lá em cima, sair de casa se torna uma tarefa complicada. não tenho provas sobre isso, mas tenho certeza que a quantidade de matsuri (festivais) no verão é para incentivar as pessoas a saírem de casa. todos com ventiladores portáteis, leques ou paninhos para lidar com o suor. mas, de novo, ainda bem que a preguiça foi vencida.

montados na bicicleta, fomos para uma parte do distrito que ainda não tínhamos ido. mesmo acompanhando o maps, fomos seguindo as pessoas. todos pareciam estar indo para o mesmo lugar. e a quantidade de gente foi aumentando. e aumentando. no local, a quantidade de pessoas já era bastante, mas eu não estava esperando a visão de mais e mais pessoas chegando em ambas as margens do rio edo.

dezenove e quinze, os primeiro fogos. e os primeiros sons de espantos. era impossível tirar os olhos do céu. a cada dez ou quinze minutos mudava a empresa dos fogos e o início de cada uma era de tirar o fôlego.

luzes,
cores,
formas.

minha experiência com fogos era só na virada do ano. então é impossível, pra mim, não ter, neste momento, um sentimento de renovação. vermelho, verde, azul, amarelo, rosa, iam me colocando onde estou. o bairro, a casa, a rotina, a língua, o país. o novo se tornando, gradativamente, familiar.

o rosto iluminado e o pensamento em toda parte dá lugar ao escuro da noite. hora de pegar a bicicleta e desviar das pessoas. hora de voltar pra casa.

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