um nó confuso
um laço que prende
mas não amordaça
liberta
um nó que me lança
em mim
lá longe
aí longe
laço é descobrir-se no outro
com o outro
nó, mutualidade
amizade é um laço confuso
um nó que prende
nós
ao mundo
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
a nós mesmos, ficcionamos
fitando o flutuar das nuvens
horas se passaram
mil histórias já criei
foram tantos começos e fins
o meio, em suas constantes mudanças
foi, por mais incongruente que possa soar,
sempre o mesmo
nele, inventamos de tudo
tantas aventuras vivemos
até teletransporte criamos
a nós mesmos ficcionamos
fomos
somos
no cristalino azul acima
um pássaro nada e meu olhar o segue
o desejo de ser o mesmo céu, fere
meu telefone vibra
“nunca olharei o céu da mesma maneira”
meus devaneios se rompem
desmanchando, assim,
um possível fim
terça-feira, 27 de setembro de 2016
sessão de terapia
nervoso, eu
mal conseguindo me mexer
minhas mãos suam
um aperto na garganta
com tudo a falar, mas
sem saber o que dizer
semblante calmo, ele
parece relaxado na poltrona
me olha nos olhos
esboço uma resposta
algo cede um pouco
desata
transpassa seu olhar
sem julgar
posso falar
sem saber que pensava assim
me desconheço
reconhecendo-me
mais calmo, eu
sinto-me capaz de olhar
pra fora daqui
pra dentro de mim
mal conseguindo me mexer
minhas mãos suam
um aperto na garganta
com tudo a falar, mas
sem saber o que dizer
semblante calmo, ele
parece relaxado na poltrona
me olha nos olhos
esboço uma resposta
algo cede um pouco
desata
transpassa seu olhar
sem julgar
posso falar
sem saber que pensava assim
me desconheço
reconhecendo-me
mais calmo, eu
sinto-me capaz de olhar
pra fora daqui
pra dentro de mim
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
domingo, 25 de setembro de 2016
“eu simplesmente me tornarei eu mesmo!”
não sei o que me tornarei
apenas vou sabendo
na medida em que as coisas
vão simplesmente aparecendo
acontecendo
mesmo quando planejo
as vezes as coisas não acontecem
outras surgem
e são
e assim
vou sendo
o gostar
o desgostar
o amor
o ódio
opostos que movem um mesmo ser
à encontros e desencontros que
projeto planejo me perco me acho me acham
e assim
nem sempre
exatamente assim
eu me torno
simplesmente
sendo
apenas vou sabendo
na medida em que as coisas
vão simplesmente aparecendo
acontecendo
mesmo quando planejo
as vezes as coisas não acontecem
outras surgem
e são
e assim
vou sendo
o gostar
o desgostar
o amor
o ódio
opostos que movem um mesmo ser
à encontros e desencontros que
projeto planejo me perco me acho me acham
e assim
nem sempre
exatamente assim
eu me torno
simplesmente
sendo
nota: o título, que me inspirou a escrever esse poema, é uma citação do livro Butcher’s Crossing, do John Williams.
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