quarta-feira, 28 de setembro de 2016

a nós mesmos, ficcionamos


fitando o flutuar das nuvens

horas se passaram
mil histórias já criei
foram tantos começos e fins
o meio, em suas constantes mudanças
foi, por mais incongruente que possa soar,
sempre o mesmo

nele, inventamos de tudo
tantas aventuras vivemos
até teletransporte criamos
a nós mesmos ficcionamos
fomos

somos

no cristalino azul acima
um pássaro nada e meu olhar o segue
o desejo de ser o mesmo céu, fere
meu telefone vibra
“nunca olharei o céu da mesma maneira”
meus devaneios se rompem
desmanchando, assim,
um possível fim

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