terça-feira, 11 de agosto de 2015

onde estais?

 


Onde estais, senão aqui
Em mim
Sempre comigo

Quem és tu, senão eu
Ou a idéia que  faço
De tu

Já te enxerguei algum dia?
Digo, realmente te ver
Tu
Tu mesmo
Como tu queres ser visto
Tu
Sem a lente dos meus olhos
Sem os arranhões da vida

Como sabes quem és sem os olhos dos outros?
Sem os arranhões que, as vezes, tu mesmo criou.

Ao mesmo tempo que me reconheço no teu olhar
Diferencio aquilo que é de mim
E o que é de tu

Olhares que atravessam
Se constituem
Se diferenciam

Onde estais, senão em ti mesmo
Refletido pela luz dos meus olhos

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