sábado, 8 de agosto de 2015

d i s t â n c i a

 me sinto a vontade
tão a vontade que estou aí ao lado
tão junto que posso te tocar
apesar de estar longe

a vontade não conhece distância

me sinto tão a vontade
que a vontade só aumenta
encurtando a distância
que quase posso te tocar

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

despertar

acordo e já não estou aqui
o lençol em meus pés são pedais
meu corpo, já se vê sentado
minhas mãos
aconchegadas, puxando o lençol contra meu rosto
estão segurando firme o volante
o som constante do ventilador
dá lugar às buzinas
acordo e já estou indo
mal despertei e já sou rotina

sexta-feira, 3 de julho de 2015

nuances

de longe nada entendo
tudo parece insignificante
de perto, tudo é grande demais
desproporcional
sei que não é na rotina
aí, tenho a proporção
mas não as nuances
o novo
o inusitado
a surpresa
qual a distância exata?
como te conheço?

sábado, 7 de março de 2015

o que não é



Uma coisa nunca é apenas uma coisa
O colorido pode ser perigoso
“aff, isso é anilina pura!”
Pode ser bom
“huuuum, nada melhor pra adoçar o dia!”
Vemos a vida de diferentes maneiras
“só não posso olhar a balança…”

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

figura e fundo


Não sei para onde olho
tudo é fundo
borrado
nada se faz figuraa vida e seus caos singulares
Cacofonia
caco
Fragmentos
Estes, momentaneamente se tornam figura
Fugazes
Infinitas
Se me dou, infinitas
Se não, fugazes
No fundo borrado, a vida
Em mim, figuras